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  • Igor de O. Rodrigues

Necessidade da diversificação das fontes de energia que compõem o sistema elétrico brasileiro.


Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL, a capacidade instalada de geração de energia elétrica no Brasil atingiu aproximadamente de 152 GW em maio de 2017, com participação das diversas fontes de energia conforme ilustrado na Gráfico 1 (ANEEL, 2017), abaixo. Assim, nota-se que a matriz elétrica brasileira é essencialmente hidrotérmica, com predominância da fonte hídrica (61,27%).

Gráfico 1 – Matriz elétrica brasileira em maio de 2017 de acordo com dados disponíveis no Banco de Informações de Geração da Agência Nacional de Energia Elétrica.

Entretanto, existe uma previsão de crescimento da demanda por eletricidade na ordem de 200% para os próximos 30 anos, como pode-se observar no Gráfico 2 abaixo, com base na série histórica do consumo de eletricidade no Brasil – dados do Ministério de Minas e Energia (MME, 2016b) e INPE (Atlas Brasileiro de Energia Solar, 2017). Na série, nota-se uma tendência de aumento de consumo de 465 TWh (tera ou trilhões de watts-hora) em 2010 para 1.605 TWh em 2050.


Gráfico 2 – Série Histórica do Consumo Total de Energia Elétrica no Brasil (1970‐2015) e previsão de demanda para o período 2020‐ 2050. Fonte: INPE (Atlas Brasileiro de Energia Solar, 2017).

Isso significa que, em função da previsão do crescimento da demanda por energia elétrica em tal magnitude, bem como da vulnerabilidade do recurso hídrico, inclusive devido às secas recorrentes que há no país, faz-se necessário haver uma diversificação das fontes de energia que compõem o sistema elétrico brasileiro.

Foto 1 - Acordo resultado das negociações da COP 21, realizada em Paris (Foto: AP Photo/Michel Euler) – FONTE: http://g1.globo.com.

Ademais, soma-se o fato dos compromissos ambientais assumidos pelo Brasil com as Nações Unidas (NDC, 2016), onde a meta é atingir 45% de participação de fontes renováveis de energia na matriz elétrica do país e reduzir em 43% as emissões de gases causadores do efeito estufa até 2030. A foto ao lado representa o acordo firmado em Paris, durante a COP-21 (fonte: site G1.com - foto de AP Photo/Michel Euler). Tal acordo foi o primeiro pacto universal de luta contra a mudança climática de cumprimento obrigatório e determina que seus 195 países signatários ajam para que a temperatura média do planeta sofra uma elevação "muito abaixo de 2°C", mas "reunindo esforços para limitar o aumento de temperatura a 1,5°C".


Dessa forma, o planejamento energético é extremamente importante para servir como ferramenta de apoio na formulação de políticas públicas específicas, a fim de garantir o atendimento da demanda crescente de energia, bem como assegurar o abastecimento de energia com o menor custo e o menor risco de desabastecimento, e com os menores impactos socioeconômicos e ambientais.


Assim, de acordo como o Plano Decenal de Expansão de Energia – PDE-2026 do MME (Ministério de Minas e Energia) e EPE (Empresa de Pesquisa Energética), O Brasil é reconhecido internacionalmente pela sua capacidade de gerir recursos energéticos renováveis, demonstrando que decisões estratégicas de política energética são essenciais para a obtenção de resultados no longo prazo.


Conforme indicam os resultados do Plano, a parcela renovável da matriz energética atingirá 48% ao final do horizonte decenal, ao passo que 87% da produção de energia elétrica será oriunda de fontes renováveis.


"A fim de suprir o crescimento da demanda por recursos energéticos e ao mesmo tempo manter o caráter renovável da nossa matriz, são esperados investimentos da ordem de R$ 1,4 trilhões no período 2017–2026. Desse montante, destaca-se a expansão esperada de 11,8 GW para a fonte eólica e de 7 GW para a fonte solar-fotovoltaica" - disse o Ministro Fernando C. Filho, no PDE-2026.

No que tangem as instalações solares fotovoltaicas em sistemas de micro e minigeração distribuída, o Brasil acaba de atingir a marca histórica de 250 megawatts (MW) de potência instalada em residências, comércios, indústrias, edifícios públicos e na zona rural, segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica – ABSOLAR.


Foto 2 - Geração distribuída de sistemas fotovoltaicos.

A mesma entidade ainda afirma que o Brasil possui hoje 27.803 sistemas solares fotovoltaicos conectados à rede, trazendo economia e sustentabilidade ambiental a 32.924 unidades consumidoras, somando mais de R$ 1,9 bilhões em investimentos acumulados desde 2012, distribuídos ao redor de todas as regiões do País [ABSOLAR – 15/05/2018].


Ainda de acordo com a ABSOLAR, em números de sistemas instalados, os consumidores residenciais estão no topo da lista, representando 77,4% do total, mas em potência, os consumidores dos setores de comércio e serviços lideram o uso da energia solar fotovoltaica, com 42,8% da potência instalada no país.


As previsões do PDE-2026 apontam que, em 2026, cerca de 770 mil consumidores terão seus próprios sistemas de geração fotovoltaica distribuída, totalizando 3,3 GWp, suficiente para atender 0,6% do consumo total nacional. A evolução das plantas a biogás é menor, com a perspectiva de aproximadamente 300 MW no final do horizonte do Plano (ver gráfico 3).


Gráfico 3 – Capacidade instalada e energia a partir da geração distribuída fotovoltaica e de biogás (Fonte: PDE 2026).

Vale lembrar que, em se tratando de capacidade total instalada de geração por fonte solar fotovoltaica, o Brasil ultrapassou uma marca histórica e agora conta com cerca de 1,1 gigawatt (GW) de capacidade instalada em grandes usinas, micro e minigeração distribuída de energia solar fotovoltaica em operação, patamar alcançado por apenas 30 países no mundo, informou a ABSOLAR.


Tal número deveu-se inclusive aos primeiros leilões realizados pelo governo brasileiro para contratar usinas da fonte, em 2014 e 2015, ambos com previsão de entrega dos empreendimentos em 2017, o que representou um crescimento astronômico de 1.153% (por cento) frente aos apenas 87,7 megawatts ao final de 2016.


Fontes: Atlas Brasileiro de Energia Solar 2ª ed. - INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais); Plano Decenal de Expansão de Energia – PDE-2026; ABSOLAR – Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica.


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